Acesso à informação pública versus tratamento de dados pessoais no poder judicial
DOI:
https://doi.org/10.51247/st.v8iS3.431Palavras-chave:
Confidencialidade, dados pessoais, acesso público, sistema judicial, privacidade, informaçãoResumo
Foi realizada uma análise para determinar se o tratamento de informações pessoais no sistema de consulta de processos do Poder Judicial violava o direito à privacidade. O estudo, com base numa análise doutrinal e regulatória, avaliou a adequação dos mecanismos em vigor para equilibrar o acesso à informação pública com a salvaguarda do direito à privacidade. O objetivo central desta pesquisa foi analisar, com base nos princípios da confidencialidade e do acesso à informação pública, se o tratamento da informação pessoal no sistema de consulta de processos do Poder Judicial violava o direito à privacidade dos utilizadores. A metodologia utilizada foi analítica, com base numa análise doutrinária e regulamentar cuidada para avaliar o tratamento de dados pessoais e propor soluções que garantissem a confidencialidade. Os resultados da análise indicaram que o tratamento da informação sobre os sujeitos processuais no sistema de consulta de processos violava o direito à reserva da vida privada. A investigação apurou que a publicação indevida de dados pessoais gerava o risco de interferência indevida, comprometendo a privacidade dos utilizadores. Em conclusão, foi determinado que o Conselho da Magistratura deve assumir a responsabilidade de garantir a proteção dos dados pessoais e limitar a utilização de informações confidenciais nas plataformas de acesso público. A investigação propôs a implementação de soluções que reforcem a confidencialidade, garantam os direitos fundamentais e consolidem um sistema de justiça transparente e respeitador da privacidade.
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